quarta-feira, outubro 04, 2006

sexta-feira, setembro 15, 2006

Desconhecer o conhecido

A cada dia confirmo a idéia que tenho sobre o “conhecer” algumas coisas, e a influência destes conhecimentos na vida.Existem alguns assuntos que tomam frente dos pensamentos a partir do momento em que buscamos aprofundar o conhecimento sobre.

A influência no modo de pensar em que a mente confunde a visão do pensamento adquirido, com o pensamento latente faz que com que acredite que o interesse manifesto por tal assunto, seja algo que metaforicamente possa ser chamado de “magnético”, tendo em vista que algum motivo meu (eu) buscou colar-se ao objeto do conhecimento(tema de interesse) de forma mais “sincera” produzindo a construção de um saber.

Os conhecimentos que são impostos a serem adquiridos, por outros a nós, acredito que possuem um lugar na mente em plano superficial, não exigindo fidelidade do pensar em relação a este conhecimento, diferente do conhecimento buscado ou adquirido por interesse próprio.

Acredito que esteja pensando sobre essas “coisas” por perceber que conhecimentos,onde a pessoa que busca adquirir este, acaba por se moldar a um novo pensar, me provoque a questão de como sobreviver após adquirir informações profundas sobre determinado assunto no qual uns dias confundiram com o próprio pensar,tomando como único e exclusivo modo de reflexão sobre “tudo”... como desistir deste pensar? Após ter ido a fundo sobre...Poderei “matar” um pensamento para adquirir outro, sem que o primeiro jamais ressuscite em minha mente?

quinta-feira, agosto 17, 2006

escolher o mundo...

Existem várias teorias sobre muitas coisas, todas ao menos as mais complexas, buscam determinar estratégias de sobrevivência, propondo um modo de pensar, facilitam as coisas para os seres humanos na tomada de uma direção do pensar.

Acredito que o mundo é apenas o mundo e as coisas as quais envolvem o acontecer do mundo são apenas coisas “mundanas” e por isso o mundo permite estar dentro dele próprio estar dentro do mundo significa então ser “inmundo”?

Para participar do mundo basta nascer,mas para sair do mundo não basta morrer, para viver no mundo algumas coisas vamos ter que escolher, algumas estratégias para viver e o método mais confortável para aceitar o morrer.

As estratégias estão por ai, escolher é a missão que parece ser mais prudente, caso não concorde em escolher, fazer um caminho é inevitável mas perigoso se for algo precipitado.Escolher em que acreditar seria escolher como viver, matar ou morrer...

quarta-feira, agosto 16, 2006

enquanto eu fizer parte,apenas farei parte...mais nada

O despertador tocou várias vezes, mas poucas foram as vezes que escutei, me despertei sem vontade e com muito sono.Imagine alguém correndo atrás do ônibus para ir a universidade,entrar em uma sala de aula para escrever algumas linhas sobre como acordou e outras coisas.

Penso que poderia ter ficado em casa, já que vim para fazer algo que não necessita muito além papel e caneta, e isto eu tenho em casa.Vim para a universidade então para que? Para quem?

Acredito que estou aqui para cumprir um papel social hipócrita que é o de apenas representar a situação “eu freqüento uma universidade” logo não sou vagabundo,pois ser vagabundo não é bom e cansa.

Estou aqui um pouco pelos amigos dos meus pais,pelos meus pais,pelos meus amigos e até mesmo por minha culpa.Sim estou aqui,vou ficar mais um tempo e vou embora, chegar em casa com um sorriso falso e beijarei meus pais contando que a aula estava boa, até mesmo para eles se conformarem com seus gastos financeiros.

Existem momentos na vida que vejo como necessário se afastar do cotidiano social e tentar se descolar destas coisas pré-meditadas por uma mente coletiva da qual não sabemos (ao menos eu não sei) a quem pertence.A separação do individuo em relação ao social é inevitável para a criação e o acréscimo no desenvolver do pensar.

Vivemos condicionados pelo social, e isso basta para se sentir tão pouco, visto que quando eu morrer no máximo dez pessoas vão lembrar de mim nos próximos cinqüenta anos após a minha morte.Admitir ser tão pouco é difícil para os seres humanos, por isso acredito que o poder tenha se estabelecido através desta questão...pois ser nada é complicado, e acreditar ser alguma coisa é mais simples e fácil...

terça-feira, agosto 15, 2006

morreu com o corpo ainda vivo...

As vezes é como se apenas o corpo deveria agir aos reflexos propostos pelo lugar onde este pertence naquele devido momento.A mente, flutua e parece descompromissada com os afazeres daquele lugar....lugar esse que dificilmente se altera devido as condições de uma mente tão lenta que não consegue movimentar o corpo para outros lugares.

O mundo precisa de atitude e de nossos movimentos se não a gente se atrasa(que sou eu pra saber o que o mundo precisa?), perde oportunidades, e fica para trás....hunm..ficar para trás quer dizer que outros passaram para frente...devemos então se movimentar e não ficar atrás de ninguém...e se eu quiser ficar para trás...terei menos dinheiro..serei pobre e terei no maximo um fusca 80 e poucos...e serei humilhado pelo concorrente que se movimentou e me deixou para trás..e agora com seu carro importado...me chama de “scroto” quando meu carro para de funcionar em pleno trânsito...

Me sinto lento..e isso me deixa com medo....talvez tenha medo de ficar para trás e ser pobre.....hunm difícil isso..... tento imaginar porque as coisas são quase assim...e vejo que o mundo é ridículo mesmo...a gente que fica viajando e “achando as coisas” mas na verdade é “assim e pronto” como dizem os mais velhos...algumas vezes...

Acredito que hoje morri....parece que hoje não teve “graça”....sendo q a gente gosta das coisas quando elas tem “graça”...e hoje meu dia não teve isso....foi um dia cansado..sem cansar corporalmente....senti um cansaço mental..e percebi q hoje meu pensamento não soube resistir as coisas simbolicamente...senti o sofrimento real, sem máscaras...aquele sofrimento ruim...nada criativo..aquele que a gente sofri por sofrer, sem fantasia nenhuma em relação ao objeto que proporciona o sofrimento..hoje o sofrimento não tinha objeto...