quarta-feira, abril 18, 2007

O peixe morre pela boca

A definição feita por Aristóteles em relação ao homem como ser vivo detentor da linguagem, estabelece o pensamento dele sobre a diferença entre o homem e o animal, manifestando a importância da linguagem na convivência humana.

Ele se refere a possibilidade de entendimento entre os animais de forma que estes poderiam apenas se comunicar entre si demonstrando o que lhes causa dor e prazer como tendência instintiva.No caso dos homens ele considera que a linguagem possui a grandeza de proporcionar o entendimento e o julgamento entre questões como ser justo e injusto, e ainda a possibilidade do homem construir uma busca além do atual, proporcionando um pensamento relativo ao futuro.

A fala para ele significa poder tornar aparente algo que não possa ser visto,de modo que outros possam ver, sendo isso característica apenas dos homens, já que os animais não possuem a capacidade simbólica.

Assim a comunicação entre os homens torna-se comum,podendo “pensar o comum” através da aquisição de conceitos comuns entre eles e por conseqüência gerando a possibilidade de o homem conviver socialmente e estruturado como ser formador de opinião capaz de articulação com o mundo, já que o homem é um ser dotado de linguagem.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

...

O Vento

Composição: Rodrigo Amarante

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mas
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!