quarta-feira, abril 18, 2007

O peixe morre pela boca

A definição feita por Aristóteles em relação ao homem como ser vivo detentor da linguagem, estabelece o pensamento dele sobre a diferença entre o homem e o animal, manifestando a importância da linguagem na convivência humana.

Ele se refere a possibilidade de entendimento entre os animais de forma que estes poderiam apenas se comunicar entre si demonstrando o que lhes causa dor e prazer como tendência instintiva.No caso dos homens ele considera que a linguagem possui a grandeza de proporcionar o entendimento e o julgamento entre questões como ser justo e injusto, e ainda a possibilidade do homem construir uma busca além do atual, proporcionando um pensamento relativo ao futuro.

A fala para ele significa poder tornar aparente algo que não possa ser visto,de modo que outros possam ver, sendo isso característica apenas dos homens, já que os animais não possuem a capacidade simbólica.

Assim a comunicação entre os homens torna-se comum,podendo “pensar o comum” através da aquisição de conceitos comuns entre eles e por conseqüência gerando a possibilidade de o homem conviver socialmente e estruturado como ser formador de opinião capaz de articulação com o mundo, já que o homem é um ser dotado de linguagem.